|
Mangueiras Hidráulicas
Conexão Fluídica
Instalação
Manutenção
Conservação
Antes de falarmos
de mangueiras hidráulicas, precisamos primeiramente conhecer os
princípios de um circuito hi- dráulico e em que lugar estão inseridas as
mangueiras, bem como suas funções.
Quando queremos executar uma tarefa onde se exige for-ça, exemplo
levantar um carro, utilizamos um equipamen-to que multiplica a força que
está presente em nosso meio ambiente.
Assim os equipamentos hidráulicos multiplicam forças.
Esse princípio foi desenvolvido pelo físico e matemático Blaise Pascal.
Aplicação do
Princípio de Pascal

O princípio de Pascal, ou Lei de Pascal, enuncia que O acréscimo de
pressão exercido em um líquido em equi-líbrio, transmite-se
integralmente a todos os pontos desse líquido.
É importante lembrar que diferentemente dos gases O lí-quido não pode
ser comprimido. Assim, por mais que se exerça força sobre um líquido,
suas moléculas perma-necem inalteradas quanto ao volume.
Apesar das diferentes aplicações, os equipamentos hidráu-licos têm em
comum a possibilidade de se aplicar o prin-cípio de Pascal

Conexão fluídica
Como já vimos, a conexão fluídica, pode ser feita por
. Por mangueiras flexíveis ou
. Tubos de metal (rígido / sem costura)
Obs. Por ser de difícil manuseio e pelo curto tempo de
vida, os tubos são utilizados somente em casos
especiais.
As mangueiras tem mais flexibilidade e não trinca
devido às vibrações
Mangueiras -
Definição
Mangueira é um elemento de ligação flexível entre dois pontos para
transporte de material, seja ele sólido, líquido ou gás.
Além dos tubos, são elas que conectam todo os demais elementos de um
circuito hidráulico.
Construção das Mangueiras Hidráulicas
As mangueiras usadas com fluídos sob pressão, são compostas de três
componentes básicos, cada qual com suas funções bem definidas.
1.- Tubo Interno
2.- Reforço
3.- Cobertura
Esses componentes podem variar dependendo do fluído, temperatura,
pressão, raio de curvatura, abrasão e etc.

Tubo Interno.
Tem a função principal de conduzir o fluído e deve possuir
características compatíveis com os mêsmos.
Normalmente são fabricados com borrachas sintéticas de alta resistência.
Podem também ser fabricados com;
. PTFE (Teflon) - Alta Temperatura
. Nylon (Termoplásticas ) – Res. Abrasão
. Borracha Sintética e Nylon – Refrigeração
. Outros (Polipropileno, Neoprene, Nitrilica, Butil, Silicone, etc)
Reforço.
É aplicado para resistir aos esforços internos de pressão, esforços
externos, ou ambos. Em função das faixas de pressão a que a mangueira é
submetida, pode ser com-posto por camadas de fios, têxteis ou metálicos
(Aço Inox ou carbono corda de piano).
O reforço é sempre aplicado na camada intermediária da mangueira e podem
ser trançados ou Espiralados.
O reforço espiralados dão mais resistência à pressão.
Os reforços têxteis podem ser; Algodão, Polyester, Rayon
ou Kevler.

Cobertura.
Salvo exceções, é fabricado com borracha sintética de alta resistência e
sua principal função é a proteção do reforço e do tubo interno, contra
danos causados por ação quími-ca, abrasão e principalmente a intempéries
(calor).
Pode também ser fabricado com,
. Borracha – Neoprene, Nitrilica (PVC) ou CPE
. Textil – Algodão, Polyester
. Metálico – Aços Inox ou Galvanizados
. Termoplástico – Uretano, PVC, Nylon
Especificação das mangueiras.
Dimensional.- A identificação dimensional das manguei-ras, está baseada
em traços ( - ) que consistem em me-dir o diâmetro interno da mangueira
em polegadas e con-verter essa medida em 1/16 avos de polegada.
O traço da mangueira, corresponde ao número de 1/16 avos de polegada
relativo ao diâmetro Interno da man-gueira
Exemplo: Diâmetro interno = 3 /4 ou 12/16
Ou seja, mangueira traço 12 ou mangueira –12
Exceções a este sistema são as mangueiras de Teflon e mangueiras SAE
100R5.
| Traço |
Normais |
R5/Teflon |
| -3 |
3/16 |
- |
| -4 |
1/4 |
3/16 |
| -5 |
5/16 |
1/4 |
| -6 |
3/8 |
5/16 |
| -8 |
1/2 |
13/32 |
| -10 |
5/8 |
1/2 |
| -12 |
3/4 |
5/8 |
| -16 |
1 |
7/8 |
| -20 |
1.1/4 |
1.1/8 |
| -24 |
1.1/2 |
1.3/8 |
| -32 |
2 |
1.13/16 |
| -40 |
- |
2.3/8 |
Deve-se
observar os seguintes cuidados para a seleção das mangueiras,
. Pressões de trabalho
. Faixa de temperatura aplicável
. Raio de curvatura específico
. Fluido.
Esses dados são geralmente fornecidos pelo fabricante do equipamento.
Na dúvida, a substituição da mangueira deve ser feita por amostragem da
mangueira a ser substituida.
Identificação dos terminais (Conexões).
Para cada extremidade de uma mangueira hidráulica existe um tipo de
conexão (Terminal) para ser feita a ligação no circuito hidráulico.
Existe um número muito grande de tipos de conexões, podendo ser
basicamente,. Machos (Fixos ou Girató-rios)
. Fêmeas (Fixas ou Giratórias)
. Flanges e Joelhos flange
. Olhais
. Ponta Lisa (Porca e Anilha)
. Abraçadeiras
As conexões podem ser retas ou curvas, 45º, 90º ou outros ângulos
Adaptadores
Para facilitar ou otimizar as conexões das mangueiras, existem ainda os
adaptadores.
Os adaptadores, assim como os terminais tem as mais variadas formas e
podem ser, na maioria das vezes,
Macho x Macho
Macho x Fêmea
Fêmea x Fêmea
Tees
Cruzetas
Emendas
Etc
Instalação das mangueiras
É essencial que a mangueira seja instalada corretamente para um
desempenho satisfatório.
O comprimento deve ser adequado para evitar redução da vida útil ou
custos desnecessários.
Após identificar o tipo de mangueira, devemos selecionar os terminais e
adaptadores, seguindo as orientações a seguir.
1 - Na
montagem da mangueira em linha reta, deve-se prever uma pequena folga
devido ao fato de que pressionadas, as mesmas apresentam variações

2- Na
instalação, verificar se a mangueira não está torcida.

3 - Em
caso de curvas deve-se dar atenção ao raio de curvatura mínimo
especificado para cada tipo de mangueira, bem como ao se calcular o
comprimento da mesma, lembrar-se de que os terminais não são flexíveis.
4 -
Quando o raio de curvatura é menor que o mínimo especificado, use
conexão angular para evitar dobras.


5 -
Comprimento adequado de mangueira é necessário para distribuir movimento
nas aplicações com flexão e evitar abrasão.

6 -
Evitar a torção da mangueira curvada em dois planos através de
braçadeira fixada na mudança de plano.

7 - Use
joelhos ou outras conexões quando necessário a fim de eliminar
comprimento excessivo de mangueira e proporcionar uma instalação
racional e de fácil manutenção.

8 -
Impedir a torção, dobrando a mangueira no mesmo plano do movimento da
peça em que os terminais estão conectados.

9 -
Evitar o contacto da mangueira com partes em temperaturas elevadas. Se
isto não for possível, isolar a mangueira.

COMPRIMENTO DE MANGUEIRAS
O
comprimento das mangueiras hidráulicas é a distância entre as
extremidades da mesma, incluindo os seus respectivos terminais (quando
houver) conforme mostram as figuras.
L = comprimento
mangueira


Como evitar falhas em
mangueiras.
As principais falhas em mangueiras e terminais São:
1.- Faixa de pressão abaixo do recomendado
2.- Faixa de temperatura não recomendada
3.- Material da mangueira não compatível com o fluido.
4.- Raio de curvatura não compatível com o mínimo reco-mendado.
5.- Diâmetro interno abaixo ou acima do recomendado.
6.- Erro de montagem da mangueira ou terminal
7.- Instalação inadequada.
8.- Alinhamento inadequado (Mangueira torcida)
9.- Ação abrasiva sobre a cobertura da mangueira.
10.- Uso inadequado.
1.- Faixa de pressões
As mangueiras não devem ser submetidas a faixa de pressões diferentes
das recomendadas.
Quando excede-se a máxima pressão de utilização reco-mendada, o fator de
segurança é reduzido. Isso resulta na diminuição da vida útil da
mangueira, ocasionando como conseqüência um custo maior de operação do
equipamento, parada para manutenção e principalmente perda de receita
por equipamento parado.
Em equipamentos com golpes de ariete (aumentos rápidos de pressão,
considerar uma redução na vida útil da mangueira.
2.- Faixa de temperatura
Temperaturas extremas, sejam internas ou exter nas, contribuem bastante
para falhas nas mangueiras.
Mangueiras continuamente expostas a ciclos de aqueci-mento e
resfriamento são deterioradas ra pidamente.
Quando essa ocorrência é somada a existência de golpes de pressão (golpe
de ariete), a vida da mangueira é dras-ticamente reduzida.
O aquecimento do fluido se faz principalmente pela pas-sagem por curvas,
cotovelos etc.
A qualidade, viscosidade e impurezas também interferem no aquecimento e
vida útil do equipamento.
3.- Compatibilidade química
Incompatibilidade química entre o fluído utilizado e o ma-terial de que
é construída a mangueira, pode causar uma série de problemas, tais como:
Ressecamento ou dissolução do material da mangueira, induzindo à
vazamentos, separação dos terminais da mangueira, ruptura, entupimento
do circuito por des-prendimento de partículas do tubo interno da
mangueira.
4.- Raio de Curvatura
Quando utiliza-se mangueiras em raio de curvaturas me-nores que o raio
mínimo recomendado, há uma redu-ção da vida da mesma.
Deve-se compreender que, quando menor o raio de cur-vatura, maior será a
solicitação da parte externa e o ris-co de se ter dobramento na parte
interna da região cur-vada da mangueira.
Obs.- O raio de curvatura é sempre medida na parte interna da mesma.
5.- Dimensão
Deve-se existir sempre uma adequação entre o diâme-tro interno da
mangueira e a vazão do sistema. Toda vez que o diâmetro interno é
pequeno pela quantidade de vazão, ocorre uma restrição por fricção
interna do fluído, o que induz a um aumento de temperatura do mesmo,
reduzindo a vida útil da mangueira.
Por outro lado se esse diâmetro for maior que a quantida-de de vazão,
compromete na performance do sistema.
6.- Erros de montagem
mangueira/terminal.
Quando uma mangueira sai do terminal, as seguintes causas podem ter
ocorrido.
1.- Montagem de terminal errado para a mangueira
2.- Montagem inadequada.
Um erro típico de montagem de mangueira, é aquela onde a espessura da
parede da mangueira é grande demais para o terminal, de modo que a
montagem irá ocasionar danos.
Terminais de alta pressão montados em mangueiras de super alta pressão,
onde o comprimento do espigão deve ser maior também podem comprometer a
qualidade da prensagem.
Existem capas de vários tipos, para serem usados em mangueiras com
descasque ou sem descas que da cobertura. Uma utilização errada dessas
capas podem também comprometer a qualidade.
A prensagem da mangueira é o ponto mais crítico da montagem da
mangueira. Uma prensagem inferior ao limitem irá impactar na soltura do
terminal. Ou ao con-trário, uma prensagem maior que limitem pode
oca-sionar esmagamento da mangueira ou fechamento do espigão, bloquean
do a passagem do fluído.
7.- Instalação inadequada
Instalação de mangueira inadequada é uma das maiores causas de falhas.
Deve-se considerar que quando uma mangueira é pres-sionada, ela muda de
comprimento diminuindo em até 4% ou aumentando em até 2%. Se esse fato
não é con-siderado e a mesma for montada de uma forma esticada, quando
for acionado o funcionamento do circuito, poderá ocorrer a ruptura do
mangueira no terminal
8.- Alinhamento
Deve-se manter a mangueira sempre alinhada, evitando que ela venha a
trabalhar torcida.
Só para se ter uma idéia de como isso interfere na vida
útil da mangueira, uma torção de 25% pode reduzir a
vida útil em até 90%.
9.- Ação abrasiva
Deve-se evitar a ação abrasiva por contato de mangueira entre si, ou com
partes móveis da mangueira ou do equi-pamento. Na maioria das vezes o
problema é contornado, utilizando-se abraçadeiras ou proteções
adequadas.
10.- Uso inadequado
Uma mangueira deve ser utilizada, tão somente para condução do fluído
hidráulico e não como suporte, de-grau, puxador etc.
Tipos de Mangueira:
As mangueiras podem ser classificadas, segundo a pres-são de trabalho
que elas suportam.
1.- Baixa Pressão – Com reforço têxtil ou aço supor-
tando até aproximadamente 1000 PSI (3/8)
100R3, 100R4, 100R6 etc
2.- Média Pressão – Com 1 reforço em aço, supor-
tando até 3000 PSI (3/8)
100R1, 100R17
3.- Alta Pressão – Com 2 reforços em aço, suportan-
do até 4000/5000 PSI (3/8)
100R2, 100R16
4.- Super Alta pressão – Com 4 ou 6 reforços de aço
suportando entre 4000 a 6000 PSI
100R11, 100R12, 100R13, 100R15, 4SH
5.- Mangueiras especiais.
100R5 – 1 reforço de aço – 3000 PSI Para alta tem
peraturas (150ºC) Própria para compressores
Termoplásticas – Com ou sem reforço de aço, de
superficie lisa, própria para torre de empilhadeira
100R7, 100R7 Não condutiva, 100R8
Teflon (PTFE) com cobertura de trama de aço.
Para alta temperatura 200º C
|
|